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São Paulo, SP, Brazil
Regina Lemos jornalista diplomada pela PUC do RS. Registro MTB nº 4312. Editora deste blog que aborda assuntos de Turismo, Eventos e Negócios. Produz matérias no Brasil e no exterior. Carreira iniciada no Jornal Zero Hora em 1977 onde atuou como repórter e fotógrafa no caderno de Variedades. A seguir, na RBS TV, trabalhou como repórter, com matérias produzidas para os jornais da emissora. Repórter especial do "Fantástico" e do programa "Mais Você", Rede Globo | São Paulo. Trabalhou na Rádio CBN do Rio de Janeiro e São Paulo. Produziu e apresentou um quadro direto da Delegacia da Mulher, no programa do comunicador Paulo Lopes, na Rádio Globo, em São Paulo. Repórter do "Programa de Domingo", na Manchete-Rio, com Paulo Alceu e Carolina Ferraz. E-mail reginadelemos@hotmail.com

1 de agosto de 2009

100 anos do Grenal

Festa em homenagem aos 100 anos do Grenal na Sogipa-Sociedade Ginástica de Porto Alegre.O evento é realizado todos os anos pelo amigo João Bosco Vaz que está ao meu lado .Trabalhamos juntos na RBS TV.Atualmente ele dedica-se à política. É Secretário de Esportes Municipal. Dunga foi um dos participantes da noite festiva.Foto:Arno Maciel

3º Encontro Globo|CBN

Amigos que trabalharam no Sistema Globo de Rádio reúnem-se em festa de confraternização

A festa foi realizada com sucesso  em abril de 2008, em uma das casas da empresária Lilian Gonçalves, no bairro Santa Cecília, em São Paulo.

Este é um evento muito aguardado e reúne amigos de longa data que já estiveram juntos na redação.

Figueiredo Júnior , um dos primeiros a chegar, aguarda os amigos  para o terceiro encontro dos colegas que trabalharam na Rádio Globo e CBN de São Paulo.
A festa acabou só de madrugada, com data a ser marcada para a próxima edição.
Estes são os meus amigos de São Paulo.Trabalhamos juntos na CBN, uma das rádios do Sistema Globo .
Aqui estão Rosan Bento,Miriam Ramos e Raimundinho.Todos eles são profissionais experientes e conhecem realmente o significado do trabalho em rádio .

Comemorações da Semana Farroupilha em Porto Alegre

Desfile nas ruas de Porto Alegre durante a Semana Farroupilha.
Este cão da raça poodle se chama Dominic.Ele participa todos os anos das comemorações à Semana Farroupilha, em Porto Alegre.Usa traje gauchesco ,em algodão e couro como a camiseta,guaica(cinto)bombacha ,tirador,chapéu,colete e lenço maragato.

Colégio Cruzeiro do Sul- Porto Alegre-RS


Aqui neste pavilhão, simples de madeira, eram feitas as reuniões e tantas outras festas, como o encerramento do ano letivo do curso primário. A cerimônia geralmente era esperada com uma certa ansiedade por parte dos estudantes. A direção do Colégio incentivava os alunos com prêmios e medalhas. Era um honra receber premiações, nem que fosse uma  pequena medalhinha, por mérito de  assiduidade . Como nunca faltava às aulas, era comum receber o prêmio que colecionava todos os anos, com orgulho. A equipe de esportes também costumava colecionar troféus, distribuídos no final das Olimpíadas aos vencedores das provas e jogos. Integrava a equipe do vôlei. O time vencedor era apaludido e ficávamos felizes com tantas medalhas recebidas que eram guardadas com muito cuidado e exibidas aos amigos.


 Participávamos ainda de  diversas atividades artísticas, onde nossas músicas e raízes culturais costumavam ser preservadas. A professora Rosário Totta Leal e sua  filha Terezinha nos ensinaram  os  hinos  da Pátria e o do colégio, que até hoje cantamos nas reuniões de ex- alunos . Estas professoras viveram o Cruzeiro intensamente e nos passaram  verdadeiros valores culturais, tudo em em ambiente saudável, como se fôssemos uma grande família.

 Lembranças ativam a memória e lembro-me  da professora Iolanda Silva, moradora do bairro,  na rua Bispo William Thomas, em Teresópolis.

 No pavilhão de madeira,  era costume  realizar  cerimônias de final de ano, ocasião em  os alunos declamavam ou apresentavam -se ao público como se estivessem em um palco. Eu  gostava de tocar acordeon e dançar. Chegara a minha vez....A professora , em pé,  anunciava o próximo número  ao público presente : "Agora vamos ver a apresentação da nossa Regina". Ah..que felicidade! Dancei ,  inventei passos e fiquei tão nervosa que no final do"show" mal pude conter as lágrimas . Nem sei o porquê do choro....Fui consolada pela Tia Ilka, aquela doçura em forma de mulher.

Deste pavilhão de madeira nada mais resta. Agora, só um terreno vazio , maltratado que não lembra os tempos de glória do majestoso Cruzeiro do Sul.

Regina Lemos


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Foi neste Colégio - o Cruzeiro do Sul -onde  vivi os tempos dourados de minha vida inteira de estudante.

Por aqui passaram personalidades famosas, como Érico Veríssimo, Josué Guimarães e tantos outros escritores, poetas e  políticos.

O Colégio de nossa infância e de nossos sonhos não existe mais. Morreu aos 91 anos de idade por falência múltipla  em seus cofres , deixando visível  o fracasso de uma administração que permitiu  o extermínio- para sempre - de uma existência de  virtudes e glórias. Permitiram que  o Cruzeiro do Sul chegasse  à falência.
Mas nós, os ex-alunos, estamos presentes e não mediremos esforços para preservar a sua memória. Esta é a nossa missão daqui para a frente!

Nesta foto, podemos ver o prédio onde funcionava o internato. Mais tarde, a Escola Normal, onde fui dipomada.

Temos um blog com postagens de autoria daqueles que nao permitem que o velho Cruzeiro do Sul deixe de existir. Ele ainda vive dentro de cada um dos estudantes que por ali passaram. Todos os momentos passados naquele educandário jamais será esquecido. 

  
As fotos  (3 de outubro de 2010) mostram o antigo prédio do colégio Cruzeiro do Sul sem as cores originais e a casa que serviu de residência ao diretor Paulo Appel e sua família, na rua Arnaldo Bohrer. Hoje, só restam estas paredes. O prédio de alvenaria, estilo colonial, sofreu ação de vândalos e todos os tijolos e a madeira  nobre da antiga residência  foram levados do local.
Mais abaixo, o prédio de estilo inglês que serviu de internato  aos estudantes. A maioria  vinha  do interior do estado, porque  os pais  escolhiam o que havia de  melhor no quesito educação para seus filhos. E o melhor era  sem dúvida o Cruzeiro do Sul  que será  para sempre glorificado , enquanto houver um  cruzeirista para contar sua história.
Regina Lemos




Fotos:Regina Lemos 2010


Acesse o blog:
                                           /www.anossaturma-cruzeiristas.blogspot.com


Roberto e Eu

Foto com Roberto Carlos em seu camarim,após show no Gigantinho-Beira-Rio- na década de 1980. Eu o entrevistava com frequência durante as suas turnês em Porto Alegre. E adorava este tipo de matéria...O "Rei"como sempre era e é muito simpático,mas a produção pedia que nao fizesse perguntas sobre sua vida pessoal.Me contaram ainda que havia uma "seleção" de repórteres para as entrevistas.Fui convocada duas vezes.Alguém me disse que Roberto tem que sentir segurança quando à discreção de quem o entrevista. Costuma perguntar antes quem é o repórter que irá cobrir o seu show.OK, dizia eu, nao vou perguntar nada sobre as mulheres que passaram na vida dele... e ficava só nas questões mais "light".Nada de falar de Nice ,de Miriam Rios e de tantas outras . Maria Stella Splendore,a mulher do Denner,nem pensar.... No Rio , havia quem afirmasse que o filho dela seria de Roberto ...Este assunto só veio à tona mais de 30 anos depois. Mas é assim com o Rei...ele pede e a gente atende! Nos seus 40 anos, festejados em Porto Alegre no restaurante "Convés",que ficava na parte superior de um supermercado na Protásio Alves,resolvi dar um presentinho para a minha tia Lorena,irmã de minha mãe.E eu a levei junto comigo, para a festa de Roberto,aberta apenas para alguns amigos e produção. Minha tia foi bem recomendada por mim para que não desse uma de "tiete".Ela adorava Roberto .. Tentava evitar o famoso " mico" na frente dos convidados. Comecei a gravação que foi ao ar no "Fantástico" e minha tia ali parada, olhando para o Roberto.Não chegou perto ,não falou com ele,nao o abraçou. Hoje seria diferente.Eu diria ao Roberto..".esta é a minha tia e veio te conhecer porque te adora."...Com certeza ele a teria abraçado ...Hoje minha tia Lorena,com mais de 80 anos de idade , continua fã do Rei. -------------------------------------------------------------------------------------------------

Repórter da RBS TV-Porto Alegre

Ney Matogrosso e Eu na TV Gaúcha, em Porto Alegre

31 de julho de 2009

Reveillon no Rio

Dani veio de Aracaju,eu de São Paulo,direto para o reveillon no Rio.

Uma Linda Mulher

Perfume de Mulher

Fonte: Youtube

Esculturas de Daisy Nasser

Acima,o trabalho da artista plástica Daisy Nasser em exposiçaõ na Sociedade Hebraica em São Paulo.A espiral tem o tamanho de uma pessoa.Ela usou alasbastro em diversas obras que fizeram sucesso durante a mostra.

São Paulo - Esculturas de Daisy Nasser

Exposição de Daisy Nasser com esculturas em alabastro. Na foto, eu e a artista na Hebraica em São Paulo. Foto: Divulgação

Caminho Encantado

Quem nunca transitou por aquele caminho, na área do Colégio Cruzeiro do Sul que dava acesso aos jardins floridos da Igreja da Ascensão, em Teresópolis? Todos os alunos por lá andaram, com certeza. Ou para irem à Igreja ou para "subtrairem" as bergamotas que cresciam abundantemente no pomar. Laranjas e bergamotas...amarelinhas ou verdes eram uma tentação. Comíamos até as que nao estavam maduras e nunca tínhamos dor de barriga por isso. Até agora nao sei por que motivo o pomar foi destruído.Será que por causa das investidas dos alunos? Nao quero pensar nisso, seria tão mesquinho. Afinal, as frutas nao são para serem comidas?Tanto faz se estão no ponto ou ainda verdes. Criança come tudo o que vê pela frente e frutas... nunca fazem mal à saúde, principalmente as "roubadas" que para nós deveriam ter sabor diferente . Tínhamos que subir no pé e chegar até os galhos para pegar uma. Era uma aventura e tanto. Mas o pomar foi destruído para infelicidade dos alunos que nunca mais puderam subir nos galhos para apanhar uma frutinha, mesmo que tivesse gosto azedo. O melhor de tudo era a brincadeira. Foto: Divulgação

Domingos Floridos- crônica


 Frequentar os cultos ministrados por reverendos da Igreja Episcopal Anglicana,  era programa de todos os domingos pela manhã. Após,  as crianças do bairro Teresópolis, eram convidadas para a escola dominical, onde deveriam  receber ensinamentos sobre o Evangelho. As que residiam nas imediações do Colégio Cruzeiro do Sul costumavam cortavam o caminho para chegar à Igreja, mas a segurança e tranquilidade esbarravam nos gansos que tomavam conta daquele local.

 O olhar voltado  para todos os lados tinha de estar atento. pois em determinada hora, poderia ser necessário  fugir  de um possível ataque destes animais  que costumavam sair atrás de qualquer pessoa que por aquele caminho passasse. As crianças corriam,  de olho nos gansos, com medo de possíveis bicadas.

 Com tanta rapidez e agilidade de criança saudável, os gansos  ficavam  para trás, o que garantia a tranquilidade e a chegada segura, até a Igreja da Ascenção para a esperada aula .

  Os gansos eram criados pela família Appel e viviam soltos pelos campos que pertenciam ao Colégio Cruzeiro do Sul. Estes lindos animais chamavam a atenção por sua beleza e plumagem muito branca, no entanto,  eram de pouca conversa .

Pelo caminho, havia muita  vegetação e flores do campo  que podiam ser colhidas e oferecidas em forma de bouquet. Margaridas amarelas  davam um toque de beleza ao lugar. Havia  muitas begônias, avencas, musgos e pés de cafés. Eram  arbustos por todos os lados que cresciam em ambiente fechado e úmido. Era uma pequena floresta encantada, com  ar e cheiro de mato, tão puro que entrava nos pulmões, provocando sensação  agradável. Em dias chuvosos, atravessar aquele pedaço de mata significava sujar  sapatos. Andar com cuidado era preciso, e caminhar sobre a grama tenra, parecia uma boa ideia. 

Nestes dias, a chuva que  regava o chão e a mata, perfumava o ambiente com   cheiro  de terra molhada e perfume de ervas e flores.

 Na Igreja, meninos e meninas  aguardavam a hora da reunião de domingo. Após a aula, todos retornavam  para suas casas, no bairro Teresópolis.

O retorno , pelo mesmo caminho, com segurança e tranquilidade, era convite para colher uma frutinha . Podia ser amora silvestre ou um fruto cítrico, daqueles de fazer careta ao mastigar. 

Acontece, que nesta "rua de passagem". havia  um pomar enorme, com  árvores frutíferas , onde  tangerinas nem sempre conseguiam chegar a amadurecer, devido ao ataque de meninos e meninas do bairro, que as comiam verdes e azedas. Esta era uma grande aventura! Hoje não existe mais o velho  pomar, nem os pés de café .

O Colégio também  deixou de existir. No local está sendo construído um condomínio .

Estes doces anos, as paisagens , o encantamento daqueles campos  floridos, estarão  enraizados em nossas lembranças afetivas para sempre , como símbolo de alegria, paz e tranquilidade de uma infância feliz.
O velho pé de bougainville ainda está lá no mesmo lugar e floresce todos os anos. Parece resistir às mudanças que  nós, crianças daquela época, insistimos perpetuar.

                                                  Regina Lemos


O Bonde

Quando olho esta foto do bonde gaiola, volto à infância e aos velhos tempos no bairro Teresópolis, onde cresci cercada por verde e perfume de flores na primavera. Mal tinha saído das fraldas, quando meus pais compraram uma residência na Av. Arnaldo Bohrer,358, em Teresópolis. E para lá fomos nós de "mala e cuia" viver em um bairro, onde o clima era considerado muito bom para a saúde..Ar puro, muito verde e um colégio tradicional, bem ali em frente de casa....Era o Cruzeiro do Sul, o Colégio onde estudou o autor de "Olhai os Lírios do Campo", Érico Veríssimo. Cresci mais um pouco e aos 7 anos entrei para o primeiro ano primário. Naquela época não havia Jardim da Infância. Minha mãe lamentava muito, pois queria me ver logo na escola. Dizia que eu era muito "sabida", já que começava a descobrir as palavras das propagandas e reclames dos bondes....mas nao teve jeito, tive mesmo que esperar completar os 7 anos de idade para ingressar na escola. Uniforme, livros, cadernos e lá fui eu....direto para o Cruzeiro, o colégio que ficaria para sempre dentro de meu coração. Na hora do recreio, a merenda era em casa mesmo e sempre levava uma amiga para tomar o lanche preparado por minha mãe: vitamina de frutas e pãozinho fresco. Minha vida inteira escolar foi neste educandário, nas salas de aula, na quadra de vôlei, nos eventos sociais e esportivos. Quando as aulas terminavam, os alunos que moravam mais distante, costumavam voltar para casa, usando um transporte que era lento, seguro e nao poluía o ar por ser movido a eletricidade: o famoso bonde. Tinha um que balançava pra´´ lá e pra´´ cá...era o" Gaiola".Eu olhava para aquela multidão que andava até a parada, na esquina da Arnaldo Bohrer com Avenida Teresópolis. Morava em frente ao Colégio, não precisava pegar o bonde, no entanto, ficava com aquela vontade de viajar, de preferência em pé, no estribo. .Para não "ficar de fora", eu acompanhava a garotada, subia no bonde e descia logo depois, retornando a pé para casa. Afinal, recebíamos orientação de nossos mestres, que o importante era participar...então eu me juntava a eles neste "retorno coletivo". Muitos dos meninos que andavam no bonde costumavam descer com este ainda em movimento. Eu também queria fazer o mesmo, mas sempre caia no chão. Até que aprendi o segredo.Tinha que saltar com o veículo andando, mas com passos rápidos para a frente, como se estivesse em uma corrida. Deu certo e nunca mais fui ao chão. As aventuras de meninas não eram muito diferentes daquelas praticadas pelos meninos. Estávamos acostumados a estudar na mesma sala, dividir a mesma cancha de vôlei e até disputar medalhas com eles durante as Olimpíadas. Por que não participar da "volta para casa" e saltar com o bonde andando? Tudo era diversão, principalmente as curtas viagens nos bondes elétricos que deixaram de circular em março de 1970, após 62 anos de funcionamento e que continuam entusiasmando os saudosistas, que afirmam ser este veículo o mais barato e seguro de todos os tempos. Regina Lemos. Fotos: Reprodução

O sino

"Passei a vida inteira ouvindo o badalar do sino do Cruzeiro do Sul, já que morava praticamente em frente ao colégio, na Av. Arnaldo Bohrer, em Teresópolis. Tocava diariamente para avisar os alunos de que as aulas já iriam começar.Aos domingos silenciava e sentíamos a falta daquela sonoridade, a qual estávamos acostumados. Era um sino e tanto, majestoso, imponente e ficava bem ali, na entrada do prédio, em um cantinho que era só dele. Com a morte do Cruzeiro, houve tentativa de furto e, certamente, o sino teria vida curta. Poderia ser derretido ou vendido por qualquer trocado por um carroceiro que foi pego em flagrante delito.Felizmente, um cruzeirista, de verdade, saiu atrás do ladrão e resgatou o velho sino, trazendo-o de volta ao seu lugar de origem. Seria mais uma perda incalculável, mas este, foi salvo, Graças a Deus!" ReginaLemos